segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O gosto pela leitura









O gosto pela leitura é um hábito que não pode ser tratado como obrigação, ou logo se tornará uma coisa indesejável...
Pesquisadores da Universidade de Harvard, EUA, explicam que os Estilos de Aprendizagem seriam os vários métodos, processos cognitivos, que as pessoas usam para aprender alguma coisa durante toda sua vida.

            Observe as crianças brincando, interagindo, aprendendo, e uma coisa vai ficar muito clara.  Algumas crianças gostam de aprender as coisas de um certo modo enquanto que outras se sentirão mais confortáveis aprendendo a mesma coisa, agindo no entanto,de uma maneira totalmente diferente.
           Esse "modo operacional" pessoal e exclusivo de cada um, com o qual a criança prefere aprender é, na essência, seu Estilo de Aprendizagem.  Por exemplo:  As Crianças que gostam que leiam histórias para elas podem ter um Estilo de Aprendizagem diferente daquelas que preferem brincar com Blocos de Construção (tipo Lego), ou Cantar músicas, ou simplesmente Brincar sem motivo aparente com as outras crianças.
           Assim, conhecer que tipo de abordagem é a mais adequada para seu filho ou aluno, simplifica a criação de experiências educacionais onde o aproveitamento cognitivo seja muito mais eficaz.  E o mais importante, tudo isso acaba por tornar a tarefa do aprendizado uma divertida e proveitosa atividade recreativa, onde todos, nos papéis de discentes ou docentes, terão um rendimento maximizado.

domingo, 25 de agosto de 2013

Ana Teberosky





Ana Teberosky é uma das pesquisadoras mais respeitadas quando o tema é alfabetização. Doutora em psicologia e docente do Departamento de Psicologia Evolutiva e da Educação da Universidade de Barcelona, ela também atua no Instituto Municipal de Educação dessa cidade, desenvolvendo trabalhos em escolas públicas.  Quando esteve no Brasil alguns anos atrás ela falou:

 De quem é a culpa quando uma criança não é alfabetizada?

Ana Teberosky
- A responsabilidade é de todo o sistema, não apenas do professor. Quando a escola acredita que a alfabetização se dá em etapas e primeiro ensina as letras e os sons e mais tarde induz à compreensão do texto, faz o processo errado. Se há separação entre ler e dar sentido, fica difícil depois para juntar os dois.

 
A atitude positiva do professor tem impacto na alfabetização da turma?
 
Ana Teberosky - Acreditar que o aluno pode aprender é a melhor atitude de um professor para chegar a um resultado positivo em termos de alfabetização. A grande vantagem de trabalhar com os pequenos é ter a evolução natural a seu favor. Se não existe patologia, maus-tratos familiares ou algo parecido, eles são máquinas de aprender: processam rapidamente as informações, têm boa memória, estão sempre dispostos a receber novidades e se empolgam com elas. Um professor que não acha que o estudante seja capaz de aprender é semelhante a um pai que não compra uma bicicleta para o filho porque esse não sabe pedalar. Sem a bicicleta, vai ser mais difícil aprender!



Como o processo de alfabetização deve ser avaliado?
 
Ana Teberosky - O professor deve se basear no momento inicial de aprendizagem de cada aluno, verificando o que ele conquistou em determinado período. Além do mais, a avaliação passa pela análise do próprio trabalho: o professor tem condições materiais e estruturais para ensinar? Ele criou um ambiente alfabetizador favorável à aprendizagem e necessidades de usar a língua escrita? 


 Quais atividades o professor alfabetizador deve realizar?
 
Ana Teberosky - Formar grupos menores para as crianças terem mais oportunidade de falar e ler para elas são estratégias fundamentais! É preciso compartilhar com a turma as características dos personagens, comentar e fazer com que todos falem sobre a história, pedir aos pequenos para recordar o enredo, elaborar questões e deixar que eles exponham as dúvidas. Se nos 200 dias letivos o professor das primeiras séries trabalhar um livro por semana, a classe terá tido contato com 35 ou 40 obras ao final de um ano.

 









sábado, 24 de agosto de 2013

Dicas de Matemática



      Aprendendo no Supermercado

  • O supermercado oferece uma infinidade de oportunidades de aprendizado.
  • Na seção de frutas e verduras, por exemplo, as crianças podem aprender sobre pesos, medidas e comparações:

1.  " Quantas maçãs são necessárias para formar um quilo? "

2.    " Qual pesa mais: cinco batatas ou cinco limões? "
 

  • As crianças também podem praticar conhecimentos de matemática básica: Adição, subtração, divisão, multiplicação e estimativa.

1.    " O quê custa mais: 100 gramas de queijo por R$ 3,00 ou 150 gramas por R$ 6,00? "

2.    " Quanto já gastamos até agora? "

3.    " Quantas refeições podemos preparar para nossa
  família com esta caixa de filé de peixe?"

4.    " A conta foi R$ 35,70. Se eu pagar R$ 40,00, quanto vou receber de troco? "



 Gerenciando a Mesada

  • Uma das melhores maneiras de ensinar  a desenvolver habilidade para gerenciar dinheiro é dando-lhe uma pequena mesada para ele gastar como quiser.
  • Explique, claro, que o dinheiro deverá ser usado com sabedoria para comprar seus brinquedos, revistas, ou outras coisas que ele julgue necessárias.

 Conhecendo Mapas e com o pé na Estrada
Como uma viagem pode se transformar em uma excelente aula de matemática.

  • Usar mapas da forma correta é uma habilidade matemática frequentemente ignorada.
  • Uma viagem de carro, ônibus ou até avião oferece oportunidades para praticar alguma coisa. Por exemplo:

1.    "A que distância fica o lugar para onde estamos indo?"

2.    "Quantas cidades ou estados vamos cruzar?"

3.    "Que caminho precisamos tomar para chegar ao nosso destino?"

4.  "Quantos automóveis do modelo X vamos encontrar até chegarmos ao nosso destino?"

5.    "Quantas placas de sinalização encontramos pelo caminho?" 


  • Aprendendo durante a viagem:  Viagens também permitem o exercício matemático.

1.    "Qual será a média de consumo do carro por litro de combustível?"

2.    "Se viajarmos a 80 Km por hora, quanto tempo vamos levar para percorrer 300 Km?"

3.    "Se levarmos 3 horas para percorrer tal distância, qual será nossa velocidade média?"



Também no esporte, praticando ou assistindo, podemos ensinar muita coisa.


 Esportes: Uma questão de Estatística bem simples

  • Se a criança tem um esporte favorito e torce por alguma equipe, ela pode aprender matemática enquanto vibra pelas vitórias do seu time.
  • Ela pode anotar todos os resultados dos jogos da sua equipe e calcular várias estatísticas referentes as partidas realizadas:
                  1.    "Quantas cabeçadas o zagueiro do time adversário deu no primeiro tempo?"

2.    "Quantos passes errados deu sua equipe durante toda partida?"

3.    "Qual a média de faltas cometidas no jogo?"

4.    "Quantos cruzamentos na área?"

5.    "Quantos chutes a gol deu o time adversário?"



 Praticando um Esporte
  • Se a a criança participa de algum time de futebol, basquete ou outro, ela também vai precisar da matemática:

1.    "Qual a trajetória correta necessária para conseguir acertar a bola na cesta de basquete da posição tal, ou para lançar a bola de futebol sobre uma barreira de jogadores posicionados em um trecho qualquer?"

2.    "De quantos pontos vamos precisar para conseguir a classificação?"

3.    "Qual seria o melhor ângulo para fazer um arremesso no basquete e marcar 3 pontos, ou fazer um lançamento no futebol para o atacante receber a bola fora do alcance dos defensores adversários?", etc.


Aprendendo com Receitas de cozinha

É impressionante como também na cozinha existe muita matemática oculta.


  • Uma cozinha nos oferece outros meios de usar, no dia a dia, conhecimentos de matemática.
  • As crianças podem ler uma receita e então saber a medida ou quantidade dos ingredientes necessários para fazer, digamos, um bolo.
  • Elas podem também modificar a receita usando divisão ou multiplicação para fazer uma porção maior ou menor, dependendo da quantidade de pessoas que vão ser servidas.
  • Este é também um excelente meio de fixar melhor seu conhecimento sobre frações:

1.    "Se a receita para quatro pessoas precisa de 1/3 de farinha de trigo, quanta farinha vou precisar para preparar uma porção para seis pessoas?"

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Aprendendo com jogos




   Os jogos podem ser excelentes instrumentos educativos desde que sejam bem escolhidos. No computador ou da forma convencional são instrumentos de entretenimento ou educadores.


1. Jogos de Tabuleiro

  • Estes brinquedos populares possuem uma grande capacidade, na maioria das vezes ignoradas por todos, de ensinar matemática às crianças.
  • Jogos básicos, de computador, do tipo labirintos e explorações de subterrâneos e cavernas com tesouros escondidos, ensinam as crianças os conceitos de sequência, tamanho, geometria e contagem.
  • Jogos mais complexos, tais como Banco Imobiliário, ensina uma matemática mais avançada, gerenciamento de dinheiro e valores.
  • Jogos como Jogo da velha, Damas e Xadrez, ensinam estratégia e lógica.



2. Jogos de Cartas

  • Jogos básicos como Peixe ensinam às crianças pequenas, o reconhecimento dos números.
  • Jogos mais complexos como, Batalha  ajudam a construir as bases primárias e ensinam sequência, definição e uso de valores, coordenadas, vetores, conjuntos e estratégia.



3. Quebra Cabeças

  • Quebra-cabeças de figuras recortadas é uma excelente ferramenta para ensinar e desenvolver a habilidade matemática.
  • Os quebra-cabeças básicos ensinam raciocínio espacial, enquanto que outros mais elaborados, ensinam formas e tamanhos. As Crianças também usam habilidades como, sequência e ordenação para agrupar as peças do quebra-cabeças.



4. Blocos de Construção

  • Não importa se as crianças estão usando blocos planos de papelão ou madeira, ou "Legos", mas o fato é que construir, organizar, estruturas coerentes e lógicas, exige matemática básica, habilidades de engenharia e geometria.
  • As crianças usam: tamanho, forma e sequência para dar vida e expressão às suas criações.
  • Através do método de tentativa e erro elas aprendem qual a melhor técnica a ser usada e qual a que funciona.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

A criança como futuro leitor




Os Pais, Avós, Professores e outros parentes  podem colaborar nesse  tomar gosto pela leitura.
 
1.    Leia em Voz Alta para seu filho diariamente. Do nascimento até os seis meses, ele provavelmente não vai entender nada do que você está lendo, mas a ideia é que ele fique familiarizado com o som de sua voz e se acostume a ver e a tocar em Livros.
2.    Para começar use Livros Ilustrados sem textos ou com poucas palavras. Aponte para as cores e figuras e diga seus nomes. Livros simples podem ensinar para criança coisas que mais tarde irão ajudá-la no desenvolvimento da leitura.
3.   Conte História. Encoraje sua criança a fazer perguntas e a falar sobre a história que acabou de ouvir. Pergunte-lhe se pode adivinhar o que vai acontecer em seguida com os personagens ou situações da trama, conforme for contando a história. Aponte para as coisas no livro que ela seja capaz associar com o seu dia a dia. "Veja este desenho do avião. Você lembra do avião que vimos outro dia?"
4.    Procure por Programas de Leitura. Se você não for um bom leitor, amigos e parentes podem também ler para seu filho,  pessoas voluntárias de instituições estão disponíveis e gostam de fazer isso.
5.    Compre um Dicionário Infantil. Procure por um que tenha figuras ao lado das palavras. Então comece a desenvolver o hábito de, brincando com a criança, provocá-la dizendo frases tais como: "Vamos descobrir o que isto significa?"
6.    Faça com que Materiais de Escrever, tais como, lápis, giz de cera, lápis coloridos, canetas, etc, estejam sempre disponíveis e a vista de todos.
7.    Procure assistir programas Educativos na TV e Vídeo. Programas infantis onde a criança possa se divertir, aprender o alfabeto e os sons de cada letra.
8.    Visite com frequência uma Biblioteca. Comece fazendo visitas semanais à biblioteca ou livraria quando seu filho for ainda muito pequeno. Se possível cuide para que ele tenha seu próprio cartão de acesso e empréstimo de livros. Muitas bibliotecas permitem que a criança tenha seu próprio cartão personalizado com seu nome impresso, exigindo apenas que um adulto seja o responsável e assine por ela.
9.    Leia você mesmo. O que você faz serve de exemplo para o seu filho.

    A habilidade para ler e entender o que está escrito,  capacita as crianças a se tornarem independentes,melhores estudantes, mais confiantes. Isso lhes dará a chance de galgarem as melhores oportunidades na vida profissional, o que lhes proporcionará uma vida mais divertida, tranquila e agradável.